segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Foi quase campeão, foi quase.

E pronto, finalmente saíram as notas daquele exame.
Abriste o PDF com os 4 mil milhões de nomes, tudo pessoas que estão inscritas à cadeira. Quase que foram precisos 5 meses para descer a página até ao teu nome e saber a tua nota.
Foda-se! Não passaste por um quarto de milésima. É injusto, não é?
Estudaste durante duas semanas para esse exame. Foste todos os dias de manhã para a faculdade para te concentrares, só que acabaste a ver vídeos no Youtube de uma prestação que deixou o júri do Tibete Got Talent de queixo caído. Dedicaste dias a fazer resumos mas demoraste horas só para sublinhar os títulos a vermelho, subtítulos a verde, palavras-chave a amarelo fluorescente e vírgulas a fúcsia. Isto tudo com as tuas fabulosas Stabilo Boss Mini. Fizeste exames dos anos anteriores mas só a olhar para a resolução feita por aquele gajo do teu curso que tem maiores interesses altruísticos do que tinha o Gandhi. Requisitaste o livro da bibliografia obrigatória e até o da bibliografia complementar aconselhados na página da disciplina. Claro que nunca os leste porque ler dois livros implicava, lá está, ler dois livros e isso faz-te confusão. Foste ainda ao gabinete do teu professor expor uma dúvida sobre backscattering mas a única dúvida que tiraste foi a que tinhas relativamente ao local do gabinete.
Fizeste isso tudo e o mais estranho é que te lembras de ter pensado durante o exame: "Isto é escolha múltipla por isso não tem nada que saber, até o meu irmão que tem dificuldades de aprendizagem e diabetes fazia isto na boa". Foi quase campeão, foi quase.

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