terça-feira, 27 de maio de 2014

À conversa com o Mar sobre fotografia.

Fotografias tiradas na praia que captam a barriga e as pernas, em que a única coisa que nos impede de ver as partes pudendas femininas é uma fina camada de nylon com LYCRA Xtra Life: (Ah foda-se.) Não vou dizer que são, em geral, tiradas por moças que têm saudade de pila. Não vou por aí, isso é muito desagradável e já toda a gente sabe. Vou antes, e porque faz mais sentido, mostrar a conversa que tive hoje com o Mar, o gajo que aparece sempre ao fundo nestas fotos e que tem algo a dizer sobre este tema.

Algo: Bom dia Mar. Está tudo bem consigo?
Mar: Bom dia, cá se vai andando, nem muito ao mar nem muito à terra.

Algo: Já percebi que isso é uma indirecta para o pessoal das praxes mas não é sobre isso que eu quero falar. O que me tem a dizer sobre um dos temas mais importantes neste momento em Portugal que toda a gente tem evitado?
Mar: Sobre as moças que tiram fotos da barriga e pernas em que apareço eu no fundo?

Algo: Sim Mar.
Mar: Acho que é uma tremenda falta de educação.

Algo: Então porquê?
Mar: Porque elas usam e abusam de mim, e a única coisa que me dão em troca é uma fotografia partilhada com o mundo. Ainda para mais só mostram uma ínfima parte da minha extensão. Para isso prefiro as pinturas do Ivan Aivazovskii.

Algo: O que quer dizer com o "usam e abusam" de si?
Mar: Primeiro existem os mergulhos, que magoam. Há também aquelas que entram devagar e que fazem agachamentos como se tivessem a trabalhar os glúteos, o que eu até tolero. Mas depois existem todo o tipo de fantasias e posições que elas fazem e me obrigam a fazer. Podemos dizer que sou violado muitas vezes. Mas já estou um pouco habituado, o problema é quando me humilham e urinam dentro de mim. Deve ser uma fantasia que têm. E depois ainda me rebaixam nas fotos. Sabe quando elas publicam uma foto acompanhadas de um gajo, que ninguém conhece, só para dizer que o comeram? Fazem o mesmo comigo, mas eu só tenho reservado um espaço de, no máximo, 5% da fotografia.

Algo: E há alguma coisa que eu possa fazer para o ajudar?
Mar: Partilhe esta história com o máximo de pessoas que conseguir. Pode ser que mude alguma coisa.

Algo: A história vai ser partilhada. Obrigado pela sua disponibilidade Mar.
Mar: De nada, também não tenho muito para fazer. Um abraço. Não lhe posso mesmo abraçar senão fazia o mesmo que fiz em Nazaré há uns tempos e você não é o McNamara.

2 comentários:

  1. isto é daquelas histórias correntes de que se não partilhar com mais de 5 pessoas até à meia noite nunca vou encontrar o amor da minha vida e vai-me morrer amanhã o pai, a mãe, o avô o cão e o piriquito?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não, isso é tanga. Isto foi uma conversa que eu tive com o Mar que ele me pediu para partilhar. Se não o fizesse, ele abraçava mais uns quantos estudantes.

      Eliminar