segunda-feira, 21 de abril de 2014

Buzina anti-violação.

Hoje em dia já se presta mais atenção aos deficientes, quer dizer: aos surdos, mudos, cegos e à malta que anda sentadinha o dia o todo. Eles não gostam que lhes chamem deficientes, para eles deficientes são os mongolóides, os esquizofrénicos, os bipolares, a malta que não bate bem da bola no geral. O que quero eu dizer com prestar atenção? Eu refiro-me a adaptar os meios a todos. Meter um indivíduo a dançar linguagem gestual na TV, picotar um brailezito e  meter rampinhas em todo o lado. A questão é que eu acho que isto não chega.

Se uma rapariga muda é violada, ela vai gritar, em linguagem gestual... Se for cega ela não vai reconhecer a tatuagem do unicórnio que o gandulo tinha na pila, pois não? A não ser que ele se injecte com coisinhas e ela descreva com as mãozitas ao intérprete que a polícia tem em todas as esquadras a toda a hora que o violador tinha uma tatuagem em braile, é pouco provável que o descubram. 

Por esta mesma razão o ALGO DEVE ESTAR ERRADO criou a buzina anti-violação. Com a buzina anti-violação (funciona durante a violação), sempre que for violada, o pequeno aparelho de 54,3kg emite um ruído que actuará sobre o sistema eléctrico da cadeira de rodas mais próxima fazendo não só que faça dois novos amigos (se o violador tiver jeito) como também lhe proporcionará a hipótese de fazer um deficiente motor sentir-se útil. Buzina anti-violação ALGO DEVE ESTAR ERRADO, sempre pronto a ajudá-la.
Não funciona com degraus.

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