terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Isto não é uma sátira ao Hino Nacional!

De maneira alguma este texto é para ser tido em conta como uma sátira a um símbolo nacional. Trata-se apenas de um poema meu que, por acaso, soa melhor quando lido ao som de uma certa música do Alfredo Keil.

O poema intitula-se "À Portuguesa".´

A olhar para o mar, como se fosse novo,
A palitar o dente e a beber uma imperial,
Levantares-te de novo
É um esforço demasiado colossal,
Entre as filas da VCI
Insultas até os avós
Dos cabrões nos seus malditos popós,
Que te entopem o caminho para casa

Nas calmas, nas calmas!
Que senão ficas a suar.
Nas calmas, nas calmas!
Não vale a pena um gajo se cansar.
Para ficar mais rico,
gamar, gamar!

Esperas muito bem sentado
Pelo teu Dom Sebastião,
Mas quando bates no fundo
Queres é mesmo o Salazar
Beija o teu chão já bem sujo,
Laranja, Rosa ou Vermelho
Já te cheira tudo ao mesmo,
Só não te cheira é a dinheiro.

Nas calmas, nas calmas!
Que senão ficas a suar.
Nas calmas, nas calmas!
Não vale a pena um gajo se cansar.
Para ficar mais rico,
gamar, gamar!

Entopes tudo o que é autocarro
Com as histórias da tua miséria:
"Foderam-me o súbsídio de natal"
"Foderam-me a pensão para a féria."
Cheira tudo à mesma coisa:
A peidos e Betadine.
A verdade é dura mas certa,
Este é um país de merda.

Nas calmas, nas calmas!
Que senão ficas a suar.
Nas calmas, nas calmas!
Não vale a pena um gajo se cansar.
Mexe-te agora o chefe está a olhar!

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