quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Este post podia bem ser chamado: Ser preto é ser mais alto.

Os tempos mudam. Os tempos mudam tanto que nascer branquinho como eu, já não implica necessariamente uma vida melhor do que nascer preto. Isso é óptimo. É sinal de evolução mas não é de evolução que eu pretendo falar.

Eu quero é falar de quando o preconceito é positivo. Hoje ser preto é fixe. Está in. Se não se acreditam, atentem  no seguinte:


  • Os pretos correm mais rápido que os brancos.
  • Têm a pila maior.
  • Dançam melhor. 

Factuais ou não, estas afirmações são geralmente aceites por todos. Concluindo: ser preto é fixe. Pelo menos para os homens porque as mulheres pretas mais famosas dos Estados Unidos por exemplo são bastante associadas à violência doméstica. Os casos de Tina Turner, Whitney Houston, Rihanna e Michelle Obama (esta por bater no marido que é bem fixe por sinal) são os mais gritantes.

Hoje consegue ser bom nascer preto. Numa sociedade moderna claro está (a moderna de hoje porque era nas modernas de dantes que mais difícil se tornava não ser da cor predominante). O racismo continua a existir mas vai-se esbatendo, pelo menos o mau. O bom racismo, o das pilas grandes, pode não apagar o passado mas é um bom cartão de visita.

 PS: Nascer mulher continua a ser difícil mas isso já é pano para mangas que eu demoraria demais a tecer.

5 comentários:

  1. Ser preto é ser mais alto,
    É ser "maior" que os [outros] homens,
    Andar como quem dança,
    É ser fudido e correr como uma lança,
    Rei do Reino de África e de Condor

    É ter uma piça daqui ali
    E não saber sequer usá-la
    É não morar em Magueija
    É ter pele queimada p'lo esquentador

    É ter fome e sede no deserto
    Porque a água é uma puta
    E nunca ter o sol coberto

    E é ganhar-te assim, tão facilmente
    E passar à frente por questões raciais e foda-se para a poesia, hoje os brancos são muito mais discriminados que os pretos, os amarelos ou os vermelhos.

    Se é para acabar com as diferenças, acabem, não sem metam com quotas e percentagens e o caralho.


    (btw, sou um poeta nato, não sou? Ali a transformar Florbela num hino de revolta racial...)


    Em jeito de adenda acrescento que sou preto.

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  2. Gostei da adaptação, ainda só me aventurei com o hino nacional mas tenho de experimentar um clássico também.

    Agora mais a sério, é óbvio que os mais descriminados continuam a ser os de sempre. Pretos, árabes, mulheres, homossexuais, transsexuais, judeus, madeirenses... por aí fora.

    Isto não me impede de achar graça ao facto de por mais que se caminhe na direcção certa, continuem a haver rótulos sempre colados a uma raça, a um credo ou então uma escolha sexual ou religiosa. A vós é a pila grande e as medalhas de ouro no atletismo. A nós não nos chateiam muito mas no Japão não nos curtiam dantes. É chato porque as espadas samurai são mesmo fixes.

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    1. Uma adaptação do hino nacional? Onde? Mostra-me! (e a sério que gostaste daquela "coisa"? Hoje ao relê-la deu-me a sensação que a dose bateu mais forte naquele dia...

      Não, discordo. Discordo porque hoje em dia a coisa mudou e o racismo virou-se contra o racista. Estamos num fenómeno de discriminação racial favorável às "minorias" que hoje em dia estão em relativa vantagem em relação aos brancos.

      Deixa lá os japoneses, eles nunca foram muito bons a tomar decisões... Ora eram os portugueses que eram esquisitos, ora eram os americanos que tinham os barcos mal estacionados e precisavam de uma multa passada pelo Eixo... Enfim... Os chineses já vendem disso.

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