quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Se o teu corpo é um templo, eu sou uma cebola com cancro da próstata.

Existe por cá o dito, que o corpo de uma mulher é um templo e algo quase tão divino como o Santo Graal.

Primeiro Pecado: nem todas as mulheres são iguais e a palavra templo não é obrigatoriamente abonatória.
  • Pensemos um pouco. Um templo é um lugar de culto e, nos dias que correm, imensas pessoas visitam templos, logo quando uma mulher se refere ao seu corpo como um templo, não quer dizer que não possa ser visitada por grandes grupos de pessoas.

Segundo Pecado: usar este argumento para desculpar certos descuidos.
  • A minha opinião em relação ao aborto é simples, acho que só deve ser feito em casos especiais e, apesar de eu considerar que a mulher deve ter poder de escolha, acho uma idiotice que abortar se torne, nos dias que correm, o penúltimo dos métodos contraceptivos em vez de uma solução de penúltimo recurso (as últimas são o homicídio). Julgo, no entanto, que o argumento do "sou dona do meu templo" deveria colar mais cedo, naquele momento pré-coito, antes de malvado pénis constipado se intrometer e cuspir micróbios para a menina depois curar com dois comprimidos e está feito.

Terceiro Pecado: serem francamente mentirosas.
  • Outro dia na TV, uma gorda de bigode, feia como um escroto mutilado, disse que era celibatária, mais uma vez, porque a merda do corpo dela, era um templo (depois de coberto por um monte de estrume provavelmente). Vamos lá ser sinceros: isto é exactamente a mesma coisa que o Jorge Palma dizer que vomita muito, porque é bulímico, ou então, que desmaia e perde a noção da realidade por uma quebra de tensão. O whisky não tem nada a ver com nada. 

Concluindo, o corpo da mulher é um corpo. Há uns melhores que outros, uns a funcionar melhor, outros a funcionar pior. Não metam cá templos ao barulho que ninguém quer saber disso e no final de contas, é tudo uma valente treta.

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