domingo, 22 de abril de 2012

O amor e essas merdices assim...

Eu não percebo nada de amor, isso é certo, tenho dificuldades em sentir, principalmente porque li demais, presumo sempre que o amor seja mais do que o que é e morro por dentro por achar que o que sinto nada tem a ver com o que o Guilherme Cheisquepiar escreveu.

Ora que eu sou um fosso emocional é um facto mas continuo a não compreender os amores de sabonete e ainda assim invejo-os com tudo o que tenho. Como é que alguém pode fazer de tudo uma coisa importantíssima? Como é que uns olhares podem significar tanto? Como é que uma palavra é interpretada como uma chave quando não passa de uma palavra, as palavras também não sentem. 

Claro que eu na minha alma torturada de neo-romântico vou achar tudo diminuto e sem valor porque toda a razão aponta para isso, até que alguém me diz que é algo que se sente. A mente pensa, o corpo sente, se o amor for algo que o corpo nos diz então é apenas um impulso básico, digno de um animal e ninguém chega a um consenso, nunca há conclusões e é aí que entra e poesia, a filosofia, a psiquiatria, a histeria que não passa da aleivosia do próprio conceito definido.


No meio disto tudo, algo deve estar errado comigo e com pessoas como eu porque o que é importante é seguir e não fazer de tudo um puzzle. Uma boa noite para vós.

9 comentários:

  1. Se há coisa que aprendi com o meu blogue é que escrever sobre amor e essas merdices assim a estas horas, significa que estás a pensar ou lembraste-te de uma gaja em particular.
    Há qualquer coisa de mágico nas horas de madrugada que nos põem a pensar nestas merdas.
    E quem diz mágico, diz um pain in the ass.

    ResponderEliminar
  2. Eu sabia que ias perceber, não sou um gajo de falar disto e muito menos de me culpar pelo que quer que seja mas há qualquer merda na noite que puxa a introspecção e tem tanto de mágico como uma injecção no cu, dói que se farta e enquanto não apanhares mais umas quantas não vais ficar bom.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. irritam-me estes momentos de introspecção porque normalmente são sempre sobre este assunto do amor - ai ui - ou sobre os mistérios da vida - uuuu.

      Eliminar
    2. Eu odeio sinceramente, penso especialmente neste porque é que aquele que sei que é o meu ponto fraco, eu sou tão racional e tão sacana em relação a tudo que acabo por não conseguir embebedar-me nesse ópio do povo e dá merda desta.

      Eliminar
  3. Isso de injecções é comigo ;)
    Quando encontrares a tal miuda (que faça aquilo de que falamos xD) vais perceber ^.^

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quando eu precisar de cuidados faço questão de pedir um enfermeira jeitosa e com sentido de humor.
      É isso que eu adoro naquilo que falamos, não é preciso ser a tal para o fazer mas se for junta-se o útil ao agradável, pelo menos para mim :P

      Eliminar
    2. Ahh vai lá dizer que precisas que eu apresento-te umas enf jeitosas, pode ser que te interesse xD

      Eliminar
  4. Eu já estive apaixonada verdadeiramente e sei que estivesse apaixonada porque a pessoa não me saía da mente e do corpo. Só me apetecia beijá-lo, abraçá-lo. Estar com ele. Até mesmo em silêncio!
    O amor é uma coisa que se sente mesmo. Mas acho que não te deves perguntar "O que irei sentir eu se estiver apaixonado?". Cada um reage de maneira diferente. Há aquelas pessoas que estão apaixonadas mas que não o mostram. Há aquelas que estão e que andam sempre com um sorriso parvo na cara e com os olhos a brilhar. Há aquelas que "comem" os(as) namorados(as) à força toda em frente a toda a gente porque estão felizes e só interessa isso.
    Também há aqueles que sentem as tais borboletas na barriga. Eu nunca senti isso. Apenas me sentia um pouco nervosa ao estar com ele ainda no início de tudo. E depois, lá porque gostas de uma pessoa não quer dizer que tenhas logo de dizer "Amo-te". Essa palavra é muito forte e só deve ser utilizada quando se sente verdadeiramente. Eu já amava o meu namorado e só três meses depois de namoro é que lhe disse que o amava e nem pensei: saiu-me.

    Espero que um dia te apaixones a sério. Boa sorte :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu não consigo dizer nada disso, sinto-me ridículo e no que toca a demonstrações de afecto sou uma pedra. Não se trata de saber o que sentir, trata-se de não corresponder ao ideal mirabolante descrito por todos e aborrece-me profundamente, é esse o meu mal, o desinteresse, quando é um jogo é divertido, quando deixa de ser morre. Eu nunca vou deixar de ser assim, não sou um outcast ao posto de não saber o que fazer, puro e simplesmente deixa de me puxar.

      Eliminar