sábado, 1 de outubro de 2011

Algo deve estar errado... Sexo, Amor e outras paneleirices que tais

"O amor é uma grave doença mental."
Será que vou ter de dar razão ao filho da puta do Freud?

Afinal o que é o amor se não uma palavra lamechas usada para obtermos satisfação sexual?

Eu cá tenho um opinião complicada como não poderia deixar de ser, custa-me a acreditar que é a biologia que dita quem eu amo, se tenho a capacidade para pensar, esse dom fantástico, então o amor está no pensamento, esse anexo ao cérebro que se afasta da própria realidade. Imagino-o como uma procura de um todo que conheça, complete e entretenha a mente e que ao mesmo tempo se renove a qualquer momento.

As razões pelas quais eu acho que o sexo não é o mote para o amor:

No sexo há uma procura biológica, uma preferência, ainda que possa ser inconsciente, com o mero propósito de proliferar, daí o prazer, porque o objectivo é proliferar e nada melhor que o prazer para nos controlar.
No amor por vezes vai-se contra o prazer, contra o objectivo da proliferação e da sobrevivência, algo completamente anti-natura e que só existe porque o cérebro evoluiu para além da própria máquina evolutiva.

 Para o sexo importa o corpo, para o amor importa um aglomerado de insignificâncias, não importa a cor da pele,  a nacionalidade, importa o subconsciente, esse canto escondido do pensamento.

Simplificando, o sexo pode ser uma busca inconsciente de prazer que tem efeitos na acção do ser consciente. O amor é uma busca provocada pelo subconsciente que guiará a acção do ser consciente.

O que é que me importa realmente no meio disto tudo?

O amor faz-nos acreditar que os erros e infortúnios do passado deixam de existir, que o presente é perfeito e o futuro também o será, uma droga pesadíssima e que pode deixar escaras. O sexo provoca prazer e actua como droga leve, dificilmente frita o cérebro.

O Freud se calhar não está assim tão errado, o amor é a doença mental dos sãos, protejam-se, mas pensem primeiro por vós!

3 comentários:

  1. pelos vistos estamos em sintonia sim senhora xD
    eu acho que o Freud tem razão. O amor é mesmo uma doença mental. e fosga-se, aparece-nos quando estamos mesmo fracos

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  2. Eu gosto de pesar que o amor não passa de um conjunto de químicos e reacções cerebrais, porque não acredito lá muito nisso. Acho que o verdadeiro nome que a coisa deveria ter era "devoção", porque consiste em nos dedicarmos a uma determinada pessoa mesmo que aos olhos de outros não tenha qualquer importância. Pode ser uma outra maneira de denominar o mesmo, mas é assim que encaro a coisa =P
    Bjs*

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  3. Para mim só há um tipo de amor, o amor entre pais, filhos e irmãos.

    O resto são paixões, umas mais fortes que outras.

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