quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Algo deve estar errado... Vai gozar a puta que te pariu!

Ora depois de eu ter escrito um texto sobre o socialismo (apartidário) ESTE AQUI, alguém comparou a situação que eu propus, um imposto sobre as grandes fortunas a uma situação escolar, então muito linearmente me diz que isso era o mesmo que um aluno com uma média alta distruibuir a sua nota pela turma para que ninguém reprove, num tom de escárnio.

Eu digo:
O que é que tem uma coisa a ver com a outra?

Será que esta ideia das esmolas lhes está tão cravada no cérebro que não pensam em mais nada. A ideia é que os mais ricos paguem mais impostos ao Estado. Ao Estado foda-se! Porque não lhes causa tanto transtorno, evitando assim o sobrecarregamento das famílias. O dinheiro não é para dar aos pobres! Quando se atribui um imposto a quem tenha vencimentos superiores a X, está-se a fazer exactamente o mesmo caralho! Aí já não conta? Agora quando é aos verdadeiramente mais afortunados é que não pode ser? A miséria de alguns já se torna aceitável? Pode-se lhes tirar aquilo que necessitam para viver mas se se tirar a um rico o dinheiro que não lhe faz falta já não se pode? É injusto? Imoral?

"Todos os que estão do meu lado são burros, não percebem nada!" 
Foi assim que trataram todos aqueles que partilham a minha opinião. Num post em que eu respeitei ambas os lados e emiti o meu, comentam e tentam-me fazer de idiota.
Aqui ninguém tenta fazer menos de mim ou de quem me lê!  Eu não falo sem saber do que estou a falar e acreditem que quem me segue também não, se me quiserem atacar vão ter que fazer muito melhor do que isso, mas mesmo muito melhor do que isso.

7 comentários:

  1. Porque é que achas que o mundo está assim João? É por as pessoas se respeitarem muito umas às outras e estarem dispostas a fazer sacrifícios? Claro que não. Tudo o que mexer com os bolsos dos maiores é sempre muito injusto. É essa a única injustiça que algumas pessoas conseguem ver.

    ResponderEliminar
  2. Ora nem mais João, acho a tua ideia bem justa. Os pobres só servem para isso mesmo na mente deles: para receberem uma esmola de vez em quando para ficarem bem na fotografia como "bons cristãos". Pois bem, eu nem cristã sou, muito menos conformista. Quem tem mais tem também a obrigação de ajudar os outros, a menos que não tenha uma consciência pessadota que não os deixe dormir à noite, sabendo que por causa da ganância de alguns, muitas crianças, nessa mesma noite, foram para a cama de barriga vazia...
    Bjs*

    ResponderEliminar
  3. Oh João, parece que este post é referente a mim.
    Não te enerves tão facilmente. Olha que isso faz mal ao coração.
    Ora, começo por dizer que nenhuma puta me pariu, desfazendo assim o enigma com que parecias estar, já que não sou teu irmão e muito menos teu pai.
    Gosto de respeito, e detesto insultar, mas quando os outros assim o fazem...
    Sinceramente adoro a tua verborreia, principalmente quando ficas nervoso.
    Voltando ao assunto principal, percebi a tua idéia: "os mais ricos pagam mais impostos", certo?
    Que tu tens haver com a riqueza dos outros? Não foi conseguido de forma legítima? Não trabalharam? Não se esforçaram? Se isto não aconteceu, aí sim tens razão de queixa. Impostos mais altos, porquê? Não são pessoas iguais às outras? O que tem não foi por trabalho?
    Agora, defendo que não devem ter impostos mais baixos, como muitas vezes, actualmente, têm, pela mesma razão que expliquei acima: São pessoas iguais, pura e simples verdade. O imposto nunca, mas nunca deve ser inferior aos das pessoas com menos possibilidades.
    A melhor coisa que o socialismo (ideológico) faz referência é a igualdade de oportunidades. Aí sim, isto acho que deve ser primordial a tudo. A igualdade de oportunidades deve ser o mais defendido, pois os bens que cada um tinha (ou não tinha) era fruto do seu trabalho.
    Revelo já que não sou rico nem nunca o fui, mas é o meu ponto de vista e tens de respeitalo, podendo tu discordar do mesmo, que respeitarei, mas tenta ter um diálogo minimamente aceitável e com respeito. Defendo muitos ideais socialistas, rejeito muitos capitalistas, não consigo é ter uma pureza ideológica pois isso cega e subverte o pragmatismo ao mais radical idealismo. De socialista acho que que a tua ideia tem pouco ou nada.  
    Sinceramente, não percebo o teu último ponto, evidenciado a laranja... (será tentativa frustrada de juntar batalhão?)
    Eu considero TODAS as pessoas que te seguem no blogue minimamente inteligentes (eu estando incluído pois gosto de seguir o que vais publicando), pelo que tenho visto nos comentários, sendo que não considero que desrespeitei a tua opinião nem dos que defendem a tua perspectiva.
    Acima de tudo, não te sintas tão especial, isso faz mal ao ego. De modos que, para ficar
    bem claro, respeito todos os que tem a tua perspectiva e que consideram o "justo" apesar de não o considerar "justo".
    Conheço-te pessoalmente como colega de algum tempo, e nunca esperei que recorresses a Ad hominen com insulto fácil, numa argumentação. Pensei que tivesses mais capacidade de ter um diálogo aceitável. Que baixo nível, muito baixo mesmo.

    ResponderEliminar
  4. Baixo nível com baixo nível se responde e foi isso que te fiz. Não há qualquer pureza ideológica no que eu apresentei, e sim é uma ideia socialista e quando me refiro aos mais ricos refiro-me aos que têm maiores vencimentos aliás como já o havia explicado, isto é um blog de generalidade não de tecnicismos, acho que qualquer um o pode compreender mas se tu não queres não compreendes. Desrespeitás-te quem me segue e continuas a desrespeitar. Melhor é falares em idealismo puro e de seguida dizeres que o que apresentei não é socialismo, decide-te. Não me venhas falar de respeito após o que tu comentaste, naquele post eu respeitei todas as opiniões e recebi escárnio em troca. Quanto aos impostos mais altos a resposta é simples, se há uma guerra há que defender o país, se há uma crise, há que fazer o mesmo.

    ResponderEliminar
  5. Acho sempre piada quando se fala do Estado como uma entidade pessoal, palpável e, acima de tudo, de bem.

    Em nome da solidariedade social, o Estado apropria-se do rendimento do trabalho das pessoas - pobres, remediadas, estáveis e ricas - e supostamente distribui por forma a amenizar diferenças sociais.

    O que está ainda para ver neste sistema é a eficácia do que se propõe. De facto, é nos países que mais socialistas foram que, durante a história, maiores desigualdades sociais e mais pobreza ocorreu. Curioso.

    Ou seja, a tal redistribuição de riqueza por intermédio do Estado é, nada mais nada menos, do que uma falácia. O Estado não sabe gerir empresas, o Estado não paga o que deve, o Estado endivida-se (e cobra mais impostos para cobrir as dívidas), por isso muito seria de admirar que o Estado soubesse redistribuir de forma eficaz o que quer que fosse.

    Quando não se valoriza o trabalho e pior que tudo, quando se olha para o enriquecimento como algo ilícito ou mau, a mensagem de fundo que se transmite à população é a de que é preferível não trabalhar tanto, ou mesmo não trabalhar (se o Estado até der mesada para isso).

    A prova disto está patente em todo o sistema fiscal português. Com milhentos escalões de IRS, quem tem um emprego de café com salário mínimo e tem ambição de subir na vida, que esteja a pensar arranjar um 2º emprego com outro salário mínimo, sobe automaticamente para o escalão seguinte e passa a pagar mais de impostos, quase não compensando o esforço extra a que se submete.

    Outra prova são os impostos às empresas. Um empresário que queira contratar mais alguém, pensa 30 mil vezes, porque aumentando o número de empregados paga logo mais IRC e mais TSU (sem contar com os custos que vai ter com o salário do empregado).

    São estes os retratos da fiscalidade à socialista: taxar, taxar, taxar.

    Portanto pouco me interessa se os mais ricos vão pagar ainda mais impostos, o princípio já está presente para todos os portugueses: quem começa a ganhar mais, legalmente e por via do seu esforço, cai-lhe logo o Estado em cima a retirar grande parte do bolo.

    Em suma, o socialismo, na sua essência, tal como dizia a Thatcher, não se importa que os pobres fiquem mais pobres, desde que os ricos não fiquem mais ricos.

    Para finalizar, tenho também de dizer que não há dinheiro público nem dinheiro do Estado. Há dinheiro dos contribuintes. Apenas. E o socialismo acaba quando deixa de haver mais dinheiro dos outros para gastar.

    cumprimentos,

    LP

    ResponderEliminar
  6. Luís - A ineficácia do Estado não pode ser desculpa, um sistema socialista exige um Estado curto e eficaz, Estado este necessário em qualquer tipo de governo. O Estado se funciona mal é devido a incompetências individuais e não devido a sistemas políticos.

    A incompetência que referiste é o único problema e para ser combatido é através de competência e controlo. Uma empresa do Estado que seja bem gerida, vai criar emprego.

    Os Impostos servem para que serviços como a Educação e a Saúde sejam gratuitos, serve para evitar misérias através de subsídios e garantir a dignidade de todos.
    Nenhuma doutrina política vai contra a taxação e se reduzir vai cortar noutro lado, em serviços que devem ser gratuitos.

    Quanto ao que disse a Maggie, eu não posso concordar e esse magnífico exemplo de puro capitalismo apenas gerou desemprego.

    ResponderEliminar
  7. João,

    1º, um sistema socialista exige precisamente o contrário: um Estado gordo e, historicamente, ineficaz (porque sufocante da economia).

    2º, uma empresa do Estado pode ser bem gerida, pode criar emprego. Da mesma maneira que uma empresa privada o pode ser. O única diferença é que quando as empresas do Estado são mal geridas (o que é comum: basta ver os passivos das mesmas) somos todos nós que pagamos - e estou para ver em que é que ganho pela TAP ou a RTP serem públicas, por exemplo - enquanto que quando as empresas privadas são mal geridas, vão falir e os contribuintes nada têm que ver com isso.

    3º, os impostos deveriam servir precisamente para isso. Mas já não servem. Aliás, esses serviços já não são gratuitos há muito. Mas se os impostos fossem só para saúde e educação, já me dava por contente. Os impostos têm servido, presentemente, para cobrir a dívida que o Estado assume com obras megalómanas e gestões públicas danosas: as tais que iam criar emprego, mas que só criaram dívida; as tais que iam providenciar serviços públicos, mas que só providenciaram um "bonito serviço".

    Mas o que interessa reflectir é: se pagamos impostos para esses serviços, porque todos temos direito a eles, então porque uns pagam mais impostos e outros menos? Mais, então porque é que os que pagam mais impostos, também têm de pagar mais em diversos serviços ditos públicos? Há cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª? O que diferencia? A riqueza. Quanto mais se ganha, mais se paga e menos direitos se tem. É esta a mensagem socialista. Para quem tanto defende a igualdade, não conheço tratamento tão desigual.

    Tratamento justo é providenciar as mesmas oportunidades às pessoas, salvaguardar os seus direitos e deixá-las em paz. Se as pessoas empobrecem ou enriquecem, isso já pertence à sua vida. O Estado que taxasse o mesmo a todas (a chamada "flat tax") e desse a todos os mesmos direitos.

    Fazer a história da luta de classes é engraçado... Perseguir os ricos como se fossem criminosos também é. Muita gente esquece-se é que os empresários, nem falo dos das grandes empresas, mas dos das pequenas e médias, são responsáveis por 80% do emprego em Portugal mas são tratados pelo Estado como riquinhos e taxados até à medula. Socialismo! Depois as empresas fecham e há desemprego, e queixam-se do capitalismo... Que capitalismo? Só se for um capitalismo pervertido, que é o que temos! :D

    ResponderEliminar