"Psicoqualquercoisa
Tento com palavras dizer o que sinto
Mas não consigo
Palavras são só palavras
Não sentem o mesmo que eu
Nunca sentirão
Mas penso e vivo a pensar
Choro sem chorar
E os olhos que me observam
Não sabem
Eles não sabem
Nem irão saber
Imagino o que imaginam
E finjo duplamente o próprio fingimento
Sou um pai sem filhos
Odeiem-me no bem que vos quero
Queria ter a vossa avó meus meninos
Com ela não estava sozinho
Mas isso não coincide com a tão aclamada realidade
Aquilo que está condicionado ao que é chamado de percepção
Tomo conta do mundo
Amo-o a cada escarro que me deposita na cara
Faz-me pensar no sentimento
Quase como que se sentisse sem pensar
Ainda me olham
Não me interessa mais
Vou viver como se gostasse de o fazer
Vou escrever uma folha em branco
Que nunca diz tudo
Nada diz tudo
Nada diz tudo
Porque não há língua para o que nos corre nas veias"
adoro!!! já estava com saudades de ler um poema teu!
ResponderEliminarEpá... com todo o respeito, não estava à espera de um texto tão bonito... a avaliar pelos teus posts anteriores pensei mesmo que ías escrever umas quadras humorísticas! Foi uma surpresa agradável ;) Fico contente de ter pedido que deixasses aqui algum dos teus poemas! Muitos parabéns :)
ResponderEliminarOk, este é capaz de ter sido o pior elogio que já fiz mas espero que entendas que não estou a subestimar todos os posts anteriores! x)
ResponderEliminarFantástico!!! Gostei :D*
ResponderEliminarVânia: E leste xD
ResponderEliminarEstudante: Obrigado, eu deixo o humorismo para os outros posts ;)
Ivânia: Obrigado ;)