sexta-feira, 24 de junho de 2011

Algo deve estar errado... Eutanásia

Nunca percebi qual é o problema com a Eutanásia, tanto alarido por uma das coisas mais simples de sempre.
 Eu passo a explicar:

Quando vocês têm um artigo em vossa casa que deixa de funcionar mas que gasta energia quando está com a ficha ligada, o que é que vocês fazem? Desligam-na! Porquê? Porque está a gastar energia desnecessariamente.

  • Ah ó João a Eutanásia não é algo tão linear como puxar uma ficha. 

De certeza? É que se pensarmos bem é manter uma coisa que não funciona nem voltará a funcionar ligada (não está propriamente viva).

  • Ah mas ó João são pessoas, não são objectos!

Pior então! Os objectos não sofrem.

Por esta razão e em nome de um futuro mais ecológico eu sou a favor da Eutanásia.

9 comentários:

  1. you do have a point quando falas de objectos..

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  2. Ui... foste tocar num assunto muito controverso. Sabes, eu não sou a favor da eutanásia. Os cuidados paliativos podem ajudar a diminuir o sofrimento e a aumentar a qualidade de vida, mas também sou contra a distanásia... não é correcto que se administrem tratamentos dolorosos e dispendiosos a um doente quando se sabe que isso não lhe traz benefício nenhum.

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  3. iPlagiator: No fundo a coisa não foge muito a isso.

    Estudante: É a tua opinião, respeito-a mas não posso concordar, os cuidados paliativos podem diminuir o sofrimento mas será justo viver acompanhado por um sofrimento enorme mas ligeiramente menor do que outro, será isso qualidade de vida?

    CA: Não compreendi. Foste como eu ou como a Estudante? O que é que pensas deste assunto?

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  4. assim como tu, sou a favor da eutanásia. ninguém merece sofrer nem merece ver sofrer alguém que ama. certamente que a vida de ambos (quem sofre e quem vê) irá ser muito melhor quando a pessoa que sofre partir. porque basta ver pessoas que estão internadas um mês e são inúmeras as viagens ao hospital, as pessoas ficam completamente presas àquela rotina que fazem por amor, mas tb por obrigação, por isso custa por mais que o neguem. agora imaginemos esta rotina durante anos a fio... não é propriamente bom! e agora sendo um bocado mais maléfica... masi vale cortar o mal pela raíz!

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  5. É uma forma bastante prática e objectiva de colocar a questão e se queres saber eu concordo. E não estou a ser insensível...

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  6. Penso que se fala deste assunto do mesmo modo que se fala da arbitragem do último Porto/Benfica.
    Penso que não podemos basear o nosso direito de opinião, alegando sofrimentos que nunca sofremos, situações por que nunca passámos.
    Eu também já fui assim, também já pensei assim, por isso estou em condições de perceber todas as teorias sobre a vida, sobre a morte e, sobretudo, sobre o sofrimento. E posso garantir que, tirando as excepções, que as há sempre, a maioria de "nós", conseguimos ser felizes com coisas tão simples como o sentir uma brisa na face, nem que seja por mais um segundo.
    Pessoalmente não gostava de ver o meu direito à vida ser decidido por decreto. Fico aterrado com a hipótese de, na impossibilidade de comunicar os meus desejos, alguém decida que chegou a minha vez. Alguém se julgue capaz de quantificar o meu sofrimento e decida se mereço viver ou morrer.
    Só concordo com algo do género, desde que seja uma decisão pessoal, de alguém na posse da sua capacidade decisória. O resto não é eutanásia e pode transformar-se em assassinato legal, de acordo com aquilo que podem ser interesses de terceiros.
    Sou ateu, não acredito em vidas depois da morte. Acredito, por experiência própria, que a nossa capacidade de sofrimento é muito superior ao que julgávamos suportar e que, mesmo nas piores situações, conseguimos manter a capacidade de sonhar.
    Deixem-me sonhar até ao fim, ok?

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  7. Inês: Muito friamente é isso.

    Matilde: Não, de maneira nenhum, insensível sou eu xD

    CA: Sabes que eu escrevo deste modo porque o meu blog é assim, mas falando mais a sério eu devo dizer que não sou assim tão alheio ao sofrimento e que ao defender a Eutanásia eu defendo esse mesmo poder de escolha. Não acho que uma lei me possa dizer que tenho de continuar a viver quando não tenho qualidade de vida. O assassinato legal é o chamado suicídio assistido e faz sentido na medida em que tu não podes decidir absolutamente nada e só tens a opção de continuar a sofrer. A única hipótese que vejo é assinares na tua ficha médica que nunca ninguém poderá decidir por ti quando fores inimputável para o fazeres sozinho e aí tens ambas os direitos assegurados. Claro que também tem falhar mas não as vou explicitar já.

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  8. Por mais frio que se possa parecer quando se aborda este assunto, também eu devo dizer que não é digno de um ser humano estar a sofrer sabendo-se de antemão que não voltará a acordar. Sou a favor mas em casos extremos em que clinicamente não haja nada a fazer para melhorar o seu estado de saúde.

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